A empresa contábil do futuro precisa aprender a se transformar
Durante muitos anos, administrar bem uma empresa contábil significou, em grande parte, construir estabilidade: organizar processos, padronizar rotinas, controlar operações e buscar eficiência.Tudo isso continua sendo necessário. Mas já não é suficiente.
A empresa contábil do futuro precisa aprender a se transformar. Durante muitos anos, administrar bem uma empresa contábil significou, em grande parte, construir estabilidade: organizar processos, padronizar rotinas, controlar operações e buscar eficiência. Tudo isso continua sendo necessário. Mas já não é suficiente.
A empresa contábil do futuro precisará desenvolver uma nova competência: a capacidade de se transformar continuamente. Não estou falando apenas de acompanhar novas tecnologias, implantar sistemas ou criar novos serviços. Estou falando de algo mais profundo: construir uma organização capaz de aprender, rever suas escolhas, desenvolver novas competências e modificar seu modelo à medida que o ambiente de negócios também se transforma. E existe uma questão fundamental nessa jornada: transformar-se para quê e em qual direção?
Transformação precisa de direção
No artigo anterior, fiz uma pergunta: que empresa contábil você quer ser?
Essa definição é mais importante do que pode parecer. Uma empresa pode investir em tecnologia, contratar pessoas, rever processos, criar uma área comercial e lançar novos serviços. Mas, se não souber claramente que organização pretende construir, poderá realizar inúmeras mudanças sem efetivamente se transformar. É o posicionamento estratégico que dá direção a essa jornada. E acredito que essa discussão será cada vez mais importante para as empresas contábeis.
Hoje, de maneira geral, encontramos no mercado empresas oferecendo serviços e soluções bastante semelhantes. Contabilidade, fiscal, folha de pagamento e cumprimento das obrigações formam uma base que, com algumas variações, é oferecida para diferentes tipos de clientes.
Durante muito tempo, esse modelo funcionou. Mas a chamada contabilidade genérica, que procura atender diferentes perfis de empresas oferecendo essencialmente o mesmo conjunto de serviços, tende a perder espaço. Não porque os serviços tradicionais deixarão de ser necessários. Eles continuarão sendo fundamentais.
O que tende a diminuir é a capacidade desses serviços, isoladamente, de diferenciar uma empresa contábil. Não é possível ser tudo para todos
A empresa contábil do futuro precisará fazer escolhas. Quais perfis de clientes queremos atender? Que características esses clientes possuem? Quais são seus principais desafios? Quais necessidades ainda não estão sendo atendidas? E quais competências precisamos desenvolver para ajudá-los? Isso exige uma mudança importante na maneira de pensar o próprio negócio.